Piscinal Natural, outra vez

Lá fomos mais uma vez à Piscina Natural do Espichel. Desta vez convidámos meio mundo, mas só apareceu um. Um grande chornalista deste vosso inacreditável, veio olhar para a piscina (e pôr os pés de molho) para poder dar uma opinião independente sobre a grande maravilha que é este bocado de rocha à beira mar.

espichel - piscina
Piscina Natural – metade de carro, metade a pé

Formosinho II

Voltei lá hoje outra vez. Desta vez com uma equipa sem par: o meu cão. Agradeço a todos os outros cães que convidei e que se descartaram.

Desta vez fui a correr, e parei 5 ou 6 vezes para marcar o caminho e não me perder na descida.
Na descida, perdi 2 minutos a colocar mais umas marcas, para não me perder nas próximas vezes. Amanhã, provavelmente, ainda vou colocar mais marcas, mas no dia em que for só correr e fuçar, hei-de demorar menos de 20 min a chegar lá acima desde a partida. E 15 min para baixo.

Esta imagem contém, a ponteado e linha azul, o percurso desde a estrada de terra batida (que vem de Casais da Serra, a Oeste da imagem) e o topo da Serra da Arrábida, o Formosinho. Para subirem a serra sem um bom batedor como eu, basta abrirem o Google Maps e procurarem a Serra da Arrábida, em modo Satélite, e colocar esta imagem por cima, para “perceber” o percursoo. A alternativa é vir comigo. Vou lá todos os dias. Esqueçam guias pipis, de t-shirt branca, calções, e bengala (e que cobram 5 euros para pôr no mealheiro). Só vos trazem chatices.

Subida da Arrábida hoje. Marcha e corrida. Amanhã há mais.

Subida:
Average speed: 3 km/h
Maximum speed: 6.84 km/h
Time: 27.3 min
Total length: 1.2 km

Descida: Average speed: 3 km/h
Maximum speed: 14.35 km/h
Time: 24.7 min
Total length: 1.3 km

Formosinho

Andava com esta na cabeça já há uns tempos. Já lá tinha ido duas vezes ao topo e, há uns 3 anos, fui lá com os putos, mas não demos com a passagem a tempo deles começarem a acusar cansaço.

Desta vez, esperei duas horas em casa que eles se levantassem da cama, mas ninguém quis ir. Levei o cão.

Aqui fica o percurso gravado no Android e uma foto Norte e uma foto Sul. A subida foi pela pedreira Leste que é a mais extensa. Na descida vim pela pedreira Oeste, mas depois perdi o rasto do caminho e estive hora e meia a nadar por entre as silvas… estou estoirado e com os braços todos rasgados.


Percurso via pedreira Leste

Vista Norte do Formosinho

Vista Sul do Formosinho

O pior cego é o que não quer ver

Um caso de top-Porco descarado!

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Artigo publicado no jornal Público, 31/8/2011
Opiniao | 1 Setembro, 2011 – 00:05 | Por João Semedo

Este caso é um caso mas, infelizmente, não é único. O SNS está poluído por promiscuidades em tudo semelhantes. Degradam a qualidade dos serviços e promovem o despesismo.

A história conta-se em poucas palavras. O Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda (que integra hospital e centros de saúde do distrito) autorizou uma empresa privada de serviços médicos de oftalmologia a realizar, nesses centros de saúde, rastreios à visão para despiste das principais causas de cegueira. A empresa em questão (M.A. Dias dos Santos, Lda) tem como sócio-gerente o director do serviço de oftalmologia do hospital da Guarda (M. A. Dias dos Santos, dr).

Em resumo, aquilo que o director de um serviço não faz no seu hospital público, põe a sua empresa privada a fazer e a administração do hospital aprova e aplaude. Como deputado, questionei o Governo sobre esta estranha situação e o jornal Público disso deu notícia. Até hoje, nem o Governo respondeu, nem a administração da ULS disse fosse o que fosse.

Apenas o promotor dos rastreios se queixou quer da notícia quer das minhas perguntas. E para que não se tome por igual aquilo que é diferente, diga-se que quem se queixou foi o director da oftalmologia e não o sócio-gerente da empresa. O que tem a sua lógica: que razão levaria uma empresa privada a queixar-se de ser chamada por um hospital público? Em geral, esse é o maior desejo de qualquer privado.

De que se queixa o director da oftalmologia? De ter tido necessidade de recorrer a uma empresa privada para fazer um rastreio que o hospital e os centros de saúde deviam fazer, consumindo, mais uma vez, recursos públicos para pagar a privados? Não, disso o director não se queixa. Aliás nem podia porque, segundo consta, a empresa M.A.Dias dos Santos não cobrou nada ao hospital do director M.A.Dias dos Santos. O próprio confessa ter sido um “serviço cívico”, isto é, uma borla desinteressada, altruísmo em estado puro: o director M.A.Dias dos Santos reconheceu a necessidade, o sócio gerente M.A.Dias dos Santos comoveu-se e o rastreio fez-se.

O director queixa-se pelo sócio gerente, chorando as dores deste que é o mesmo que aquele. Porque, apesar das suas boas intenções, acusam malevolamente a empresa de que é sócio gerente de ser “proprietária, sócia ou de qualquer forma associada de quaisquer ópticas existentes no país”, afirmação que desmente.

Diga-se que aquela empresa não é nem podia ser proprietária ou sócia de lojas de óptica porque, em Portugal, é proibida qualquer relação societária ou equivalente entre quem faz oftalmologia e quem vende óculos e lentes. Mas, claro, não se pode exigir que a lei impeça ou previna simples coincidências.

Primeira coincidência: em 5 localidades – na cidade da Guarda, em Trancoso, Sabugal, Pinhel e Belmonte – há 5 lojas da mesma rede de ópticas, “Óptica Lince, SA”, passe a publicidade. Nessas mesmas localidades – por vezes na mesma rua – funcionam 5 consultórios da empresa de serviços médicos de oftalmologia M.A. Dias dos Santos, Lda. Segunda coincidência: na gerência da Óptica Lince está a esposa de M.A.Dias dos Santos. Sem bigamia: para este efeito, director e sócio gerente são a mesma pessoa.

Em resumo: quem decide o rastreio e quem o realiza, quem prescreve os óculos e quem os vende, é tudo da mesma família. Só não vê quem não quer ver. Não é preciso pôr óculos para ver que isto não está certo e que este cruzamento de interesses colide com os princípios e as boas práticas dos serviços públicos de saúde.

Este caso é um caso mas, infelizmente, não é único. O SNS está poluído por promiscuidades em tudo semelhantes. Degradam a qualidade dos serviços e promovem o despesismo. Eliminá-los favoreceria a sustentabilidade financeira do SNS e evitaria muitos dos cortes que o governo está a fazer e que afectam a capacidade do SNS e prejudicam os doentes.

No SNS, contas equilibradas e qualidade assistencial são incompatíveis com o amiguismo nas decisões e a promiscuidade com os interesses privados. O governo exige e promete rigor, seriedade e determinação na gestão da coisa pública. Este caso da Guarda põe à prova a coerência deste discurso.

O avozinho e o BPN

Andava eu disfarçado a passear na baixa quando o avozinho veio ter comigo e disse:
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Olha lá, já viste esta pulhice?
5000 milhões de euros a dividir por 10 milhões de tugas são 500 para cada um.
Eu e os meus filhos e netos pagámos vários milhares de euros.
Para quê? Para engordar meia duzia de corruptos?
Não foi para isto que a minha geração fez o 25 de Abril. Se tivesse a tua idade, REVOLTAVA-ME!
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O avozinho com aquela idade anda a ver mal. Confundiu-me com uns dos netos, de certeza.

Passeio pelo Tejo

Aqui fica a divulgação de um trajecto apetecível…

Passeios a bordo do varino municipal «O Boa Viagem»
Passeios no Tejo no Varino Municipal “O Boa Viagem”
Moita: Varino municipal “O Boa Viagem” de volta ao Tejo

O Boa Viagem

Após um ano de uma profunda intervenção de recuperação, o varino municipal “O Boa Viagem” voltou a cruzar as águas do rio Tejo, num passeio inaugural, no dia 18 de Junho. “O Boa Viagem” partiu do Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos e foi acompanhado, até ao Cais da Moita, por inúmeras embarcações típicas do Tejo

O varino municipal está, novamente, ao serviço da população e de todos os visitantes, cumprindo os objectivos principais desta recuperação. A Câmara Municipal da Moita, através do seu varino, proporciona uma viagem inesquecível no Tejo com um programa anual de passeios fluviais, de acordo com o regime de marés. Estes passeios permitem uma nova leitura do estuário e das suas margens, na sua ampla diversidade, turística, ecológica e cultural.

De referir que esta intervenção de recuperação insere-se na Operação de Valorização Integrada da Zona Ribeirinha – Da Caldeira da Moita à Praia do Rosário e envolveu um investimento que ascendeu aos 445 000 euros.

Calendário dos Passeios Fluviais / 2011

Julho

Dia 9, Sábado – Das 9.00h às 12.00h

Dia 15, Sexta-Feira – Das 15.00h às18.00h

Dia 16, Sábado – Das 15.30h às18.30h

Agosto

Dia 6, Sábado – Das 9.00h às 21.00h – Percurso fluvial de um dia: Gaio, Parque das Nações (paragem), Santa Apolónia, Alcântara, Belém e Gaio

Dia 12, Sexta-Feira – Das 14.00h às 17.00h

Dia 18, Quinta-Feira – Das 17.45h às 21.00h

Dia 19, Sexta-Feira – Das 7.00h às 19.00h – Percurso fluvial de um dia: Gaio, Base Aérea do Montijo, Vila Franca de Xira (paragem) e Gaio

Dia 27, Sábado – Das 13.30h às 16.30h

Dia 29, Segunda-Feira – Das 15.00h às 18.00h

Outubro

Dia 1, Sábado – Das 7.30h às 18.00h – Percurso fluvial de um dia: Gaio, Parque das Nações (paragem), Santa Apolónia e Gaio

Dia 8, Sábado – Das 12.30h às 15.30h

Dia 22, Sábado – Das 10.30h às 13.00h

Os passeios fluviais, com a duração de três horas, realizam-se com o número mínimo de quinze pessoas e máximo de quarenta e sete, com excepção dos passeios de um dia que só se realizarão se tiverem um número mínimo de 20 pessoas inscritas. O embarque e desembarque são efectuados no pontão do Gaio, junto ao Parque das Canoas, ou no Cais da Moita. Os bilhetes podem ser adquiridos no Posto de Turismo Municipal, na Rua Dr. Miguel Bombarda, nº.2 A, na Moita, de segunda a sexta-feira, das 9:30h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h.

As reservas para a realização de passeios individuais poderão ser efectuadas através de telefone ou de e-mail (914348279; 212806858; sec.turismo@mail.cm-moita.pt), devendo os bilhetes ser levantados no Posto de Turismo, antes do início da viagem.

Carrilho, esse génio da demagogia!

Manuel Maria Carrilho, esse génio da demagogia…
Presenteou-nos hoje, no jornal das 20h da TVI com a seguinte pérola:
“A diferença entre o PEC IV e o FMI são 72 mil milhões de euros. Com o Pec poupávamos 6 mil milhões. Com o FMI recebemos 78 mil milhões. É preciso que isto seja dito e esclarecido.”
(Não ponho aqui o link, porque a TVI ainda não o disponibilizou, mas fica prometido para assim que a TVI o disponibilizar)

Então eu vou esclarecer: Os 78 GigaEuros do FMI não são para vir para os nossos cofres. São para substituir dívida. São só para trocar de credores. Em vez de dever a outros, ficamos a dever ao FMI. E o juro baixa de 5.8 para 5.5 no caso dos “amigos” europeus. Que bom! Que maravilha!

Só que agora temos de fazer o que eles querem.
Eu repito: “Só que agora temos de fazer o que eles querem, quando eles querem, como eles querem”.

Em conclusão: Poupamos à mesma 6 GigaEuros, tal e qual como no Pec. Só que cumprimos ordens e com o Pec tínhamos mais margem de manobra, mais soberania. Quanto tempo até nos lixarem outra vez?
Assim nunca mais nos levantamos, cada vez ficamos mais de joelhos…
Ah, granda Carrilho! Com que então querias 72 mil milhões de euros, assim, sem mais nada.
Isso é que era bom. Isso é que era doce.

O quê?? Não tinhas pensado nisto assim? Tosco!

FMI e sus muchachos é a perda de mais soberania.
Trocámos de uns credores anónimos para uns que nos tiram mais uma fatia da soberania. E isto para baixar .3 pontos percentuais nos juros. Que belo negócio para as gerações vindouras.

Tudo isso graças ao chumbo do PEC. Foi mesmo um belo serviço, um magnifico serviço, um estupendo serviço, que o Coelho e os outros prestaram a Portugal.

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Oh Sócrates: Com amigos destes no PS quem é que precisa de inimigos, diz-me lá?

Os caceteiros

Desde míudo, desde sempre, que ouvi referir os de Loulé como os “caceteiros”. No Algarve nada acontecia sem os caceteiros à frente. E o Algarve não se levantava porque os de Loulé não se entendiam com os de Olhão.
Também sempre ouvi dizer que aquela malta de Olhão era do piorio, rebeldes e indómitos, zaragateiros e coesos.

Faro seria uma urbe sem carisma, populada por uma malta tranquila, sede administrativa de conveniência após o terramoto de 1755.

Pois bem, Loulé e Olhão uniram-se. Não me lembro de alguma vez ter acontecido. É algo inacreditável.

Boliqueime, Loulé e Olhão
Incendiadas estruturas de apoio às portagens da Via do Infante
25.04.2011 – 18:05 Por PÚBLICO

Sinais dos tempos…
E que tempos!

Primeiro contacto técnico com o FMI

Primeiro contacto técnico do FMI, tal como o colega o contou:

Hotel Tivoli? Daqui, do aeroporto, é um tiro… Então o amigo é o camone que vem mandar nisto? A gente bem precisa. Uma cambada de gatunos, sabe? E não é só estes que caíram agora. É tudo igual, querem é tacho. Tá a ver o que é? Tacho, pilim, dólares. Ainda bem que vossemecê vem cá dizer alto e pára o baile… O nome da ponte? Vasco da Gama. A gente chega ao outro lado, vira à direita, outra ponte, e estamos no hotel. Mas, como eu tava a dizer, isto precisa é de um gajo com pulso. Já tivemos um FMI, sabe? Chamava-se Salazar. Nessa altura não era esta pouca-vergonha, todos a mamar. E havia respeito… Ouvi na rádio que amanhã o amigo já está no Ministério a bombar. Se chega cedo, arrisca-se a não encontrar ninguém. É uma corja que não quer fazer nenhum. Se fosse comigo era tudo prà rua. Gente nova é qu’a gente precisa. O meu filho, por exemplo, não é por ser meu filho, mas ele andou em Relações Internacionais e eu gostava de o encaixar. A si dava-lhe um jeitaço, ele sabe inglês e tudo, passa os dias a ver filmes. A minha mais velha também precisa de emprego, tirou Psicologia, mas vou ser sincero consigo: em Junho ela tem as férias marcadas em Punta Cana, com o namorado. Se me deixar o contacto depois ela fala consigo, ai fala, fala, que sou eu que lhe pago as prestações do carro… Bom, cá estamos. Um tirinho, como lhe disse. O quê, factura? Oh diabo, esgotaram-se-me há bocadinho.

o Trem dos Grandes Vigaristas

O TGV é uma armadilha interGeracional.
A CNN descobriu tudo:

Generations enslaved by debt
In Algarve, João Silva and her wife are forced to serve 1,000 Franco-Germans a day. They aren’t paid; they’re paying off debt
.

Parece uma bagette de alumínio
Bisneto: Ainda o vais andar a pagar!

Praia da Luz

É só para dizer que a praia é a praia da Luz.
Os cães tratam-se bem.
E é claro que as nossas sondas intergaláticas sabem escolher o melhor.
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Agora, os nossos sábios estáo é perplexos com os rituais de fim de vida recentemente descobertos na zona.
Casos nunca vistos, nem documentados.
As nossas sondas descobriram que, naquelas águas remexidas, traiçoeiras e com fendas profundas, junto ao sopé da falésia que se extende da Luz para o Burgau, num sítio que faz uma espécie de reentrância profunda, foi lançado lá de cima um saco contendo outro saco e mais outros, com pedras e os restos mortais de uma criança com uma cruz cristã e um peluche.
Que coisa tão estranha e pouco habitual.
Via-se que quem fez isso gostava muito dela, mas a cerimónia é desconhecida dos nossos astroetnólogos.

Quem seria? Que desgosto profundo, que segredo, que tragédia …

Zelosos zelotas

Fui duas vezes votar e não consegui em nenhuma delas. Da primeira estava uma confusão do caraças, e era preciso esperar horas ao frio.
Fui até ao café, dei uma volta e voltei. Esbarrei com o zeloso funcionário que estava fechar o portão da escola e que não me deixava entrar.
-Mas ainda falta um minuto para as 19h – disse eu.
-No meu relógio já passa – retorquiu o zelota, enquanto me contemplava com aquele olhar de “Olha-me este com a mania que o voto dele é importante”.

Pela primeira vez em toda a minha vida de votante, não votei!