Algo vai mal na minha aldeia

Ouve-se uma voz na TV anunciando a redução de pena por parte de um tribunal de instância superior para um condenado por pedofilia. Ao que parece consideraram que o tribunal de primeira instância terá sido influenciado negativamente pelo ambiente gerado à volta deste tipo de casos dando-lhes demasiada importância.

Isto acontece numa aldeia onde por dar 500€ a alguém se tem que preencher um papel inútil se a transmissão for entre pais e filhos, avós e netos  ou marido e mulher e obrigando a pagar até 10% (Sim dez!) de Imposto de Selo. O mais incrível é que até o chefe quis saber como era (Ou o chefe anda a dormir ou alguém se esqueceu de o avisar).

Ora vejamos os próximos passos: existem alguns juízes com algumas histórias para (não) contar ou vai baixar a idade de imputabilidade penal dos 16 para os 13 anos? É o regresso aos tempos do Ballet Rose? Afinal o Tony merece mesmo o prémio do maior da minha aldeia!

E quantas vezes terão os vereadores e outros funcionários da Junta (dos superiores) preenchido o tal papel e pago o tal imposto? Será que se der 5 vezes 100 aerios ou 10 vezes 50 ou ainda 500 vezes 1 também temos que pagar imposto? O pai da economia de moderna deve andar a dar voltas na tumba. Nesta aldeia modernaça, sobrevive um sistema feudal. Em lugar de Tostão de Pedro para manter a igreja temos que o pagar para manter o Estado? Viva o simplex! Viva o presidente da junta (Anedota acessória aqui)

dos emailes: Compreender as mulheres

Um homem caminhava pela praia de Cascais e tropeçou numa velha lâmpada.Pegou nela, esfregou-a e… um génio saltou lá de dentro, que disse:

– “O.K! Libertaste-me da lâmpada, blá, blá, blá! Esquece aquela história dos 3 desejos! Tens direito a 1 desejo apenas e ponto final!”

O homem disse:

– “Eu sempre quis ir à Ilha da Madeira, mas tenho um medo enorme de voar… e no mar costumo ficar enjoado. Podes construir uma ponte até à Madeira, para eu poder ir de carro?”

O génio riu muito e disse:

– “Impossível. Pensa na logística do assunto. Como é que os pilares chegavam ao fundo do Oceano Atlântico? Pensa em quanto betão armado, em quanto aço, em quanta mão-de-obra… Não, de maneira nenhuma!

Pensa noutro desejo…”

O homem compreendeu e tentou pensar num desejo realmente possível.

– “Fui casado e divorciado 4 vezes. As minhas mulheres disseram sempre que eu não me importava com elas e que era um insensível. Então, é meu desejo compreender as mulheres; saber como se sentem por dentro e o que estão a pensar quando não falam connosco; saber porque estão a chorar…

Saber realmente o que querem quando não dizem nada… saber como fazê-las realmente felizes!”

O génio respondeu:

– “Queres a merda da ponte com três ou quatro faixas?”

Ok. É velha e gasta. Mas sempre actual…

Assalto em Miami

A partir de Mangualde, o sr. Guedes telefonou para o seu compadre Paulo, em Miami.
“Oi. Sou eu, o Guedes. Podes fazer-me um favor aí em Miami?”
“Ah, mas com certeza. Diz la’.”
“Vai aí ao banco e pede-lhes o que la’ deixei.”
“?!? Mas como faço isso, nem sei inglês? Tou cá de férias!”
“Vai lá, e passa o telemóvel à sra. da caixa, que eu falo com ela pelo telefone”.
“Assim, sem assinatura nem nada!!?”
“É que eu digo-lhe o código. Pelo telefone, basta ter um código. Na América é assim!”
Dito e feito. Paulo foi ao banco e a senhora da caixa escutou atónita:
“This is a robbery. Put the money in the bag”, enquanto o Paulo se sentava calmamente no banco à frente dela.
O mesmo Paulo ficou curioso quando o banco foi cercado pelo FBI e a equipe de SWAT.
“Que giro, é como nos filmes” pensou ele.
Não achou foi muita graça quando o cercaram e prenderam.
Agora, o FBI anda a solicitar à GNR de Mangualde que detenha o Guedes.

Inacreditável, mas deu hoje no telejornal da SIC das 13h.
E hoje não é 1 de Abril.
Na SIC

E viva o Aeroporto

Começando pela Conclusão:

É tão óbvio que a Portela tem que fechar que só o facto de ainda existir me faz arrepios. Até porque trabalho num sítio em que quando os aviões passam, à tal cadencia de não sei quantos por minuto, até consigo ver os parafusos da fuselagem. E devem existir locais da cidade onde até é possível ler o manual de instruções de abertura das portas. Por isso deixem lá de defender a existência de um aeroporto que fazia sentido quando a cidade terminava na praça do Marquês de Pombal.

 Agora o resto:

O mais que impressiona é o método de decisão! Sem pôr em causa estudos ou idoneidades, num programa de TV um inginheiro põe em questão o estudo doutro inginheiro porque este último gastou 6 meses (ou menos?) a escrever um documento a pôr em causa a localização na Ota alegando que o processo de decisão para a localização do novo aeroporto tem 30 anos de estudos.

30 ANOS???? (Se calhar ouvi mal, nasci antes de 1977. Neste país de eterna juventude NINGUÉM nasce antes de 1977) Trata-se de indecisão, Incompetência pura e simples ou a manifestação daquele hábito bem português de DEIXAR TUDO PARA O FIM, para quando estamos à rasca? Ou ainda não estava definida propriedade dos terrenos a serem expropriados (para ser mauzinho)?? Quanto desperdício de talento e dinheiro!!!! Ainda por cima para justificar uma escolha que depois é colocada em causa em duas penadas (seis meses Ah!)…

Para isto também contribui uma boa dose do “agora é que os bou f’der” que, em Portugal, se manifesta em toda a sua glória cada vez que uma decisão é tomada. Aparecem logo os tipos que sabiam mas não foram ouvidos (“Eu bem lhes disse!”,”Eu tive acesso a um relatório…”), os que participaram mas não viram (“A ponte caiu?”,”Eu era o responsável?”,”Qual cassete?”,”Ah! Pois… Tinha ido à casinha. Mas estava lá o porteiro”) ou os que viram mas guardaram na adega para futura utilização(“Com esta ainda te lixo”) ou que sentem que lhe pisam os calos (“Sabes que o gajo…”). Todos nós temos um pouco desta sabedoria escondida e recalcada.

Há 30 anos (1977!!! Como disse já quase ninguém nasceu antes disso)  nem existiam PC’s!!! O Bill Gaitas talvez nem sonhasse ainda em andar nos caixotes do lixo a copiar código para o primeiro SO (o CPM). Para terem a capacidade de processamento que hoje temos em qualquer computador (dos mesmo rascas, daqueles obsoletos que lá estão em casa e que ainda não pusemos no lixo porque as garrafas estão primeiro) necessitávamos, talvez, do equivalente a uma bela moradia com muitas divisões. O Autocad era um sonho de escritor de Ficção Científica. O Windows nem aparecia no “2001 Odisseia no Espaço” em que os computadores já falavam (e se bem se lembram, o monitor do HAL era, horror!, a preto e branco!).

Os Pink Floyd tinham lançado o Animals e estavam a aparecer os Sex Pistols e o Punk. Em Portugal ouviam-se temas revolucionários (A gaivota que voava e a pedra que filosofava) e queimavam-se dependencias de partidos lá pró Norte, com o beneplacito de sua eminencia o Cónego Melo.

Em Portugal a Valentim de Carvalho era a maior discoteca e para comprar algo especial tinha que se importar (mandando dinheiro pela surra…) ou comprar na discoteca do Carmo (aquela que agora só vende fado). Fnac? Qual Fnac?

A Margaret Tatcher nem tinha ainda sido eleita primeiro-ministro em Inglaterra! Andávamos (andavam porque eu nem tinha 18 anos) a ver os primeiros filmes porno como se fosse arte (Garganta Funda, etc.).

O Cavaco nem sonhava em ser primeiro e o Sá Carneiro ainda não era mártir (Mas já estavam a planear o dossier Camarate desde 1950 – Sim! Porque em Portugal qualquer conspiração leva 30 anos a ser congeminada para não existirem equívocos na decisão! Aliás a revolução de Abril começou a ser pensada em 1944, pelo pai do Otelo)

O pessoal andava todo de bigode e barba revolucionária com calças à boca-de-sino e sapatos com dez centímetros de sola. Discutia-se aturadamente a esquerda e a direita, tendo vencido o dogma “A minha politica é o trabalho”, que mais ou menos 30 anos depois (Coincidência?) ditaria a vitória de um tal Tony (aliás “O botas”, aliás “O da cadeira”) num concurso de TV.

Voar era um luxo, existia uma regra (ou lei) que impedia que um português saísse com mais de 30 ou 40 cts no bolso (Isto já nos anos 80!!) , cantava-se o Hino pra dentro e demonizava-se o fado (excepto o Carlos do Carmo) e nem sequer existiam engarrafamentos para a ponte porque, na altura, só uma em cada cinco famílias possuia viatura própria.

30 ANOS para tomar uma decisão… Que povo este…

Corolário:

Já viram a quantidade de prédios que se podem vir a construir na área liberta na Portela? Bai ser um maná de carago meuje amigojes! Felizmente ao ritmo a que a nossa população cresce qualquer dia somos apenas um milhão, as construtoras finalmente extinguem-se e o mercado até funciona.

Salazar é o Maior!

Salazar ainda mexe? Salazar foi votado como o maior português de sempre.
Mas desenganem-se aqueles que pensam que ele ainda está vivo e recomenda-se.
Salazar foi votado por despeito, nitidamente contra o estado actual das coisas.
Agora pode-se votar, e por isso Salazar foi votado, o que é uma derrota para Salazar, que nunca quis votos,
e para o estado actual das coisas, que não leva a lado nenhum de bom.
Dois coelhos numa cajadada.
– – –
Os verdadeiros salazaristas não votaram, porque era muito caro.
Salazarista que é salazarista não vota!

Casa de Malucos

Raramente conto aqui verdades ou coisas do meu dia-a-dia, mas hoje a loucura chegou a um ponto em que se torna hilariante.

Vivo num prédio de malucos.

A vizinha do R/C Esq rouba tudo o que os outros inquilinos deixem temporariamente no patamar de entrada.

A minha mãe, que também mora neste prédio, veio de férias e descarregou o carro para o patamar de entrada. Depois fez várias viagens do R/C para o andar dela (o prédio não tem elevador) para transportar tudo para casa. No fim faltava-lhe um saco de roupa suja.

Uma inquilina do 2º andar faz os mesmos trajectos (ascendentes e descendentes) sempre que vem das compras mensais no hipermercado. Todos os meses lhe desaparece um ou mais artigos. O mais estrondoso foi uma palete de pacotes de leite de litro.

Um dia, por volta da meia-noite, estava eu a transportar garrafões de água para o meu andar, quando dei de caras com a ladra, quase em flagrante, que rapidamente se desculpou de forma meio esfarrapada.

Mas a loucura não se resume ao R/C. No 3º Dto moram 3 mulheres, avó, mãe e filha: as duas últimas espancam a velha de 70 anos. Já por várias vezes tivémos que chamar a polícia, pois a porrada e os gritos da idosa ouvem-se no prédio todo.

Por fim, a vizinha do 3º Fte Esq distribui a publicidade que recebe pelas caixas de correio dos outros inquilinos, suja propositadamente as escadas para os outros inquilinos limparem e hoje atingiu o expoente da loucura anti-social: cortou o fio eléctrico que abre a fechadura da porta da rua, com uma faca.

Conto de fadas

Era uma vez um rapaz que perguntou a uma linda moça:
– Queres casar comigo?·

Ela respondeu:
– Não!

E o rapaz viveu feliz para sempre, foi pescar, jogou futebol, conheceu muitas outras miúdas, visitou muitos lugares, estava sempre a sorrir e de bom humor, nunca lhe faltava dinheiro, bebia cerveja com os amigos sempre que estava com vontade e ninguém mandava nele. A moça teve celulite, varizes, os peitos caíram e ficou sozinha.

FIM.

Coisas da cona

Dizemos tantas vezes “coisas do caralho”, porque é que não havemos de dizer “coisas da cona”?

Hoje na noite tertuliana de copos e afins, contaram-se duas coisas da cona.

O Paulo do Evil Empire contou uma anedota de ginecologistas.
Diz um ginecologista para o outro: “Eh pá. Hoje recebi uma paciente com um clitóris que parecia um limão.”
O outro, incrédulo perguntou: “O quê? Era assim tão grande?”
“Não. Era azedo.”

O Jorge Psicométrico também abordou a questão do estudo da cona. Disse ele, e com razão: “O ginecologista é o tipo que trabalha onde os outros se divertem”.

O Cacilheiro rematou: “Ah cona, cona… Não ganhas para a dona.”

Virei-me para a empregada: “Sai uma Corona para mim… com limão!”

Quadra popular – revisitada

Hoje soube a história completa da quadra popular que vos contei em Julho deste ano.

Isto passou-se nos anos 60, quando eu nasci. Alguém tinha dito:

Todo o pássaro come trigo,
só o pardal é que paga.

O meu pai retorquiu: “Na minha terra não é bem assim. É ligeiramente diferente e as miúdas não costumam gostar.” E contou-a à audiência:

Todo o pássaro com trigo
Só a coruja bebe azeite
A passarinha da menina
Come carne e bebe leite

O cabeça estragada ficou pensativo, discordou e corrigiu:

Todo o pássaro bebe azeite.
É preciso é saber olear.

Enigma lixado, este.

Anedota de Natal

Como já é tradição, o meu pai contou uma anedota de Natal:

Um alentejano foi às meninas a Lisboa. Entrou no quarto e ela já estava deitada. Despiu-se e pôs-se em cima dela. Fartou-se de trabalhar, mas ela não mostrava reacção nenhuma. Então decidiu dar-lhe uma dentada numa mama. E ela: “Pfiiiiuuuuuuu….” começou a vazar e saiu a voar pela janela.

Palha de aço

Ontem estava com dificuldades em pentear-me e a minha mulher disse-me que o meu rabo de cavalo parecia um pompom de palha de aço. Estava muito seco.

Lá me convenci a ir cortar um bocado. Mas ainda não foi desta que o cortei todo. Embuí-me de espírito natalício e lá fui a um CC comprar a minha única prenda (é um bom investimento comprar uma boa prenda. Assim consigo não ter de comprar as outras todas – o que não quer necessáriamente dizer que as não pague) e dei comigo num cabeleireiro de homens.

-“Tire aí quatro dedos” e o brasileiro lá me amputou um bom bocado de cabelo.

Suspirei, pensei “Já está” e paguei 15 euros (!) e lá fui mais leve para o meu Natal.

Não vi mamalhudas. Estranho….

Paulo do Evil Empire

O alex está sempre a dizer que pertenço ao Evil Empire. O que ele não sabe é que o meu Mestre Sith, devido aos meus desarranjos intestinais deu-me o nome de Darth Peider.

Fica, pois explicado como é que mato às vítimas à distância e porque é que uso sempre uma máscara no rosto.

Fica para vocês descobrirem porque é que nunca uso capa.