Vinho de pacote

vinho 001Decerto já ouvisteis falar de pacotes de vinho. Estão imenso na moda, pesam bem menos que o equivalente engarrafado, e conservam-se que é uma beleza no vácuo. Mas isto é outra coisa, näo é pacote de vinho, é vinho de pacote. Tal como os pudins e mousses e gelatinas, é só juntar água a ferver e açúcar. Vinho instantâneo. Ou quase. De onde vem isto? Dos países frios, onde näo há uvas. Quem näo tem cäo caça com gato.

vinho 002Ora bem, vamos cá a ver: cada pacote contém um subpacote com o “material vínico” (composto de bagas silvestres secas, passas de uva, e alguns, tal como este, trazem também raspas de madeira de carvalho), fermento vínico, e demais químicos que se usam na produçäo do vinho (tal como nos países onde há uvas). Maravilha!

vinho 003vinho 007Começa-se por espetar o “material vínico” num recipiente de 30 l, e afinfa-se-lhe com uns 5-10 l de água a ferver para que as frutas secas inchem. Juntam-se-lhe o ácido cítrico.

 

vinho 004vinho 005Vai-se junta-se o açúcar necessário a àgua a ferver para que se dissolva, e deita-se em cima da mistura anterior. Para 23 litros de vinho eles recomendam 4kg de açúcar, mas isto é para ser vinho à homem, logo foram 5kg. Prevêem-se 12% de álcool.

vinho 006vinho 009aOs utensílios de cozinha só se riem… pudera!

Aconselha-se a usar só material de aço inox, para näo ter vinho com sabor, digamos, demasiado complexo. Ou entäo, se quiserem, olha, mexam com a colher de pau dos estufados, para transmitir aromas a especiarias!

vinho 008vinho 009Quando a mistura baixar dos 60oC adicionam-se as enzimas. E sabem como é que as enzimas se reproduzem? É uma enzima da outra.

Vai-se entäo juntando água fria até o mosto perfazer 23 l. Depois esperamos até a temperatura baixar dos 35oC, para näo maltratar o fermento. O fermento é nosso amigo e é um gajo esforçado, transforma água açucarada em licor, näo lhe queremos fazer mal!

vinho 010vinho 011Dissolve-se -se o fermento vínico num catuchinho de água a 35oC, deixa-se inchar por 10 minutos, e entäo junta-se ao mosto.

 

vinho 012vinho 013É hora entäo de tapar o recipiente muito bem tapadinho , meter-lhe o trinco de água, e colocá-lo em sítio abrigado do sol, onde a temperatura esteja ali nos 20-25oC. Se a temperatura estiver constantemente abaixo dos 10oC o fermento adormece e fermenta mais devagar, e se estiver constantemente acima dos 30oC o fermento, pois, morre antes de fermentar o açúcar. É melhor num sítio mais frio que mais quente.

vinho 014vinho 015Sabe-se que tudo correu bem se o trinco de água começar a borbulhar (de emoçäo, meu amor) ao fim de um dia, no máximo. Quando deixar de borbulhar (tipo em 2 semanas), passa-se o vinho, i.e., retira-se o mosto, metendo a parte líquido noutro recipiente. Nesta altura já se sabia que ia sair bom, ao abrir a tampa já cheirava a vinho!

vinho 016vinho 018Para que näo hajam dúvidas, junta-se ao líquido o metabisulfito de potássio para parar qualquer fermentaçäo residual. E volta-se a tapar e selar. Esperam-se 2 dias. De vez em quando pode-se tirar o trinco de água, meter o dedo no buraco (que é sempre divertido) e andar com o recipiente à roda um ror de vezes para expulsar algum excesso de dióxido de carbono.

vinho 019vinho 020É hora entäo de se juntar ao líquido o ácido silícico e 10 minutos depois a quitosana. Isto serve para clarificar o vinho das impurezas que ainda tenha.

 

vinho 021vinho 020aVolta-se a tapar, e espera-se uma semana, pelo menos. Depois disso, está pronto a engarrafar! Sempre com muito cuidado, que o depósito está no fundo do recipiente, e näo queremos a nossa pinga suja!

E pronto, cá está. Vinho quase instantâneo. Inacreditável! Está pronto a beber, mas eles recomendam que se esperem pelo menos 3 meses, para que o vinho desenvolva. Entäo depois logo diremos como ficou!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A farsa dos mais necessitados…

Farsa
Autos e Farsas

Foi descoberta uma farsa perdida do Gil Vicente.
Está incompleta, mas começa assim:

Depois dos fogos do verão estava o Robin dos Bosques com o filho na floresta mais ocidental da Europa quando se aproxima um incauto viajante.
E diz o filho para o pai: “Olha aquele. Vamos assaltá-lo para dar aos mais necessitados?”
“Bora lá”.
Esta cena repetiu-se durante um bocado. Em seguida, pai e filho,
usam uma parte dos saques para custear as meritórias acções e vão distribuir o restante pelos mais necessitados.
– –
No dia seguinte um ex-necessitado, ricamente ajaezado, vem a passar pela floresta quando é despojado pelo Robin e sus muchachos.
“Mas o que é isto??!”, clama ele impotente e perplexo.
Responde-lhe o Robin: “É para uma boa causa, é para dar aos mais necessitados”
“Mas ontem tu deste-me isto”
“Mas isso foi ontem. Hoje há outros”
E pimba!
– – –
Passado algum tempo toda a gente conhecia o que era a austeridade e que queria dizer o PIB a baixar.
E o Robin continuava a ajudar os mais necessitados.
E dizia para o filho:
“Vês, isto assim nunca mais acaba. Há sempre mais necessitados. E nós cá vamos prestando os nossos serviços e cobrando a nossa parte.”
É nessa altura que aparece o fantasma do Sidónio Pais:
“Vê lá o que fazes. Por menos do que isso deram-me dois tiros”
E aparece também o fantasma de um tal Buiça:
“Por menos de isso espetei-lhes com dois tiros”
E o coelho escondia-se na toca. Vinham chineses atrás dele.
Eis senão quando a Alice diz em alemão: Heil! Heil!
É preciso fazer um arrastão na praia de Carcavelos.
Tem que ser bem organizado. Na frente segue a polícia a autuar, a autuar, num verdadeiro BlitzMulta. Depois, ne segunda linha vêm os fiscais das finanças a realizar a cobrança coerciva do IRS do ano que vem.
Depois vêm os gigantones a apitar e batucar, as majorettes a lançar serpentinas e os membros do governo a fazer bullying aos idosos e viúvas …

– – –
É aqui que termina o texto recuperado.
Mas cá para nós não nos parece nada Gil Vicente.
Parecem-nos mais as palavras de um profeta.

Aquecimento global

A prova que faltava:
O aquecimento global está a provocar a falta de culhões de canguru.

kangaroo scrotum bottle opener 2

Kangaroo Scrotums Are the New Victims of Global Warming

Climate change is a huge concern for many, many reasons: the ice caps are melting, droughts are sweeping the world and mega-hurricanes are striking cities that have never before had to weather such storms. But it’s only recently that climate change has threatened Australia’s hilarious but substantial kangaroo nutsack trade. The hopping marsupials’ scrotums, which are crafted into souvenir bottle-openers and key rings, have made manufacturer John Kreuger, known as the King of Ballsacks, hundreds of thousands of dollars. These days, however, John’s trade is suffering due to a series of floods in Queensland – which some meteorologists believe to have been caused by climate change. The flooding has purportedly pushed kangaroos inland and away from the areas where they’re normally killed for their testicles.

Proxenetas…

Arranjei umas meninas destemidas e um sócio alemão.
Montámos o negócio em Berlim e em Lisboa.
Pedimos um milhão de euros à banca.
Em Berlim financiaram-nos a 1%. Em Lisboa, por causa dum tal risco, a 7%.
E o negócio, misto de ONG e obra de beneficência, seguiu de vento em poupa: Elas davam as quecas e nós ficávamos com o dinheiro.
Mas em Berlim davam menos quecas e ficavam com mais dinheiro. Que coisa estranha…
Tem a ver com a produtividade da indústria, dizem eles.
Então o que é que há de mal com a nossa queca?
Porque é que a deles é melhor que a nossa?
É por causa desse tal risco, disseram-me eles.

Mas eu já os topei.
Que grande invenção, esse tal risco!
Agora sou banqueiro em Lisboa. E esse risco trabalha para mim.
Os alemães são mesmo totós. 1% quando podem ter 7%. Tss, tss, tsss
Assim não vão longe.

Carne…

Carne enlatada

– Carne??!
– Sim, de carne. E da boa!
– Mas como é isso possível? A carne é perecível, apodrece, coze, é frágil.
– Sim excelência, mas temos boas razões para suspeitar que
estes organismos são baseados em carne.
– Mas em carne??! Mesmo carne?? Toda a gente sabe que a carne
não aguenta o voo interplanetário.
Que não suporta as temperaturas do espaço sideral.
Que se desmembra quando a pressão tende para zero.
Como é que eles podem viajar pelo espaço se são feitos de carne??
– Usam carapaças feitas de alumínio e outros metais.
Instalam sistemas de controle de pressão e temperatura e depois
vivem lá dentro.
– Então é para isso que vocês querem o financiamento??!
Para poderem afirmar tamanhos disparates! Onde é que já se viu uma coisa dessas?
Como é possível??
Organismos feitos de carne a fazerem carapaças de alumínio para poderem sair do planeta e e viajar pelas estrelas até aqui?
E como é que a carne é feita??
Dentro de fábricas de alumínio e cobalto inoxidável, todos nós sabemos.
Se eles têm a tecnologia para fazerem carne, usavam-na logo para
viajarem.
Ficava-lhes muito mais barato que essa história da carne.
Isso é um absurdo. Se têm carne a bordo, é com outro propósito.
Se calhar querem vendê-la por aqui, pois nem em todos os mundos se
consegue produzir.
Mas quem é que quererá comprar carne? Para quê?
O que é que vocês sabem sobre isso?
– Excelência, receio que a verdade seja ainda mais inacreditável.
Eles são a CARNE. O que eles vendem é o alumínio.
– Isso é um absurdo. Não sei o que vocês têm andado a fazer, mas
não serve para nada. Inúteis!! Tanto que o estado gastou com vocês,
para vocês se divertirem a inventar essas histórias.
– Mas…
– Nem quero ouvir mais nada. Que desperdício.
Eu bem que já suspeitava.
Vocês não vão gastar mais dinheiro nessas ideias absurdas.
Vou dar instruções para deslocar as verbas sobre a exo-investigação
do carbono e reinvestir tudo Bromo-Silício. Mas que burro que eu fui.
– Então e os investigadores? E o instituto?
Deram o seu melhor. São dedicados.
-Pois que encarem isto como uma oportunidade para fazerem coisas como deve ser. E quem não quiser pode optar por reformar-se.
Vivemos tempos apertados. Não podemos desperdiçar a investigar inutilidades absurdas.

Relvas, o precursor?

Faltando-lhe as condições anímicas, demitiu-se o Relvas

E em breve, faltando-lhe as condições anímico-constitucionais este governo fará o quê?

No turbilhão, todos se esquecem do Relvas… que consegue sair de cena apenas chamuscado quando todos o consideravam esturricado.

Mas o turbilhãp continua.
Segundo resgate à vsita?
Pelo sim pelo não os capitais têm estado a migrar.
Dor de corno, dor de chifre, dor de Chipre.

Quantos já foram encornados pelas promessas dos políticos?

Livra!

Estudos para quê?
Vai estudar, oh Relvas!

Tempos interessantes se aproximam

Nos anos 80 havia uma superpotência chamada URSS, que vinha de uns anos 70 em que parecia que ia ganhar a Guerra Fria.
Mas essa superpotência tinha pés de barro. E quando na outra superpotência chegou ao poder um belicista completamente marado a coisa estoirou.
Essoutra superpotência tinha vindo de uma derrota humilhante no Vietname, mas tinha dinheiro (ver mais à frente como) e precisava de reatar a economia que estava basicamente estagnada. Além disso precisava urgentemente de vingança, vai daí começou a falar em Guerras das Estrelas para aniquilar os “mauzões do Leste”, recomeçando a corrida aos armamentos.
Do outro lado o barro fraquejava sujeito ao peso do sistema. A aventura afegä tornara-se demasiado dispendiosa, e o aparelho militar exigia mais “brinquedos” agora que os rivais também investiam, enquanto os cofres públicos se iam esvaziando e o povo queria mais e mais bens de consumo que näo eram produzidos localmente, e quando a coisa piorou ainda mais, queriam mesmo só comida, que a fome apertava. O povo näo comia nem vestia nem olhava para armas, que era a única coisa que realmente se produzia no país. E a superpotência que parecia eterna apenas 3 anos antes quando celebrou com grande pompa o seu 70.o aniversário desmoronou-se.

Passados 30 anos…
a superpotência vencedora ganhou ela própria pés de barro, afundando-se também numa aventura afegä, e noutra iraquiana. Em 2008 esteve à beira do colapso economico-financeiro, e desde 2011 iniciou uma guerra monetária e cambial contra potências emergentes, porque a sua moeda que era a referência mundial e obrigatória para quem quisesse comprar petróleo (o motor da economia mundial), e que por isso eles podiam gastar o que näo tinham, que para pagar dívidas bastava imprimir mais notas, sem que isso se traduzisse em inflaçäo, arriscava-se a perder o estatuto. Afinal fora por isso que se lançaram ao Iraque e Líbia, que os líderes locais andavam com ideias de vender petróleo por euros ou ouro, por verem que o dólar já näo valia o papel em que era impresso.  Entäo aí o descalabro económico e social seria ainda mais agudo!

A potência emergente mais poderosa caracteriza-se por ter um povo inteligente e sobretudo paciente. E basicamente é dona de metade (ou mais) da dívida pública dessa superpotência em declínio. Ao mesmo tempo näo quer sujar as mäos, que muitas das fábricas instaladas em seu território e os consumidores dos seus produtos säo precisamente dessa superpotência. Mas näo dorme. Acontece que tem um pequeno aliado incómodo para a superpotência (mas inofensivo a nível global) que lhe vai fazendo os fretes. Desde há tempo que esse na prática insignificante aliado ladra alto, que ameaça veementemente o vizinho aliado da superpotência. Mais para forçar esse vizinho a dar-lhe uns cobres a troco de paz, que bem precisa. Esse vizinho tem muito mais a perder com uma guerra: os seus produtos säo de alta tecnologia e de qualidade famosa a nível mundial. Há outro vizinho um pouco mais distante que de vez em quando recebe uns piropos do país insignificante, e que está na mesma situaçäo. Esses dois seräo os maiores perdedores duma guerra, mesmo que a vençam. O insignificante económico perderá apenas… a fome que passa!

Futuro dono dos EUA mostrando aos seus futuros servos o que estes breve terão de enfiar no ânus
Futuro dono dos EUA mostrando aos seus futuros servos o que estes breve terão de enfiar pelo ânus acima

Por outro lado, a superpotência económica aliada desses países ameaçados é também grande consumidora dos seus produtos, e em caso de guerra e consequente reduçäo da capacidade produtiva desses fornecedores até voltaria a ter que produzir esses produtos… no seu próprio território! Isto até nem desagradaria muito a muitos dos seus habitantes, que se debatem com o maior desemprego e sub-emprego da sua História. Mas isso já é ser demasiado maquiavélico! Continuemos a pensar em que ninguém quer uma guerra (no fundo, nem o tal insignificante económico).

Fechando entäo o ciclo deste artigo, isto é apenas uma estratégia para forçar a superpotência a gastar mais dinheiro em actividades näo-produtvas. Se mais nada, o Kim já conseguiu que os EUA gastassem uns fartos milhöes a levar para a zona aviöes e barcos— enquanto em casa andam a cortar necessários (direi mais, fundamentais para a recuperaçäo económica) investimentos e serviços públicos no orçamento. A China está no fim de contas a fazer aos EUA o que estes fizeram à URSS há 30 anos! Com a diferença de que, quando os EUA se desmoronarem economicamente, os chineses seräo os donos dos EUA, em vez dos oligarcas americanos! Α&Ω

Os USA começaram a vender azeite

Os gringos querem mais
Azeite

A Califórnia descobriu que o azeite é um grande negócio.
Nem vão passar doze meses até aparecer um “estudo” a provar que o
azeite português tem uma molécula patogénica*alergénica-cancerígena mesmo tramada e que só aquele azeite especial com um selo “coiso e tal” é que é mesmo puro.

Mais do mesmo:
Cinco usos americanos para o azeite