Sangria de Ano Novo

Por acaso é a mesma receita da Sangria de Fim-de-Ano (© ISCTINHOS 1998,1999), mas atrasei-me a escrever o artigo…

Receita para 10 beberrões

4 Laranjas
4 Maçãs
1 1/2 l de Gasosa
1 l de Laranjada
1 Garrafa de Espumante Bruto
1 Garrafa de Espumante Doce
1 Garrafa de Espumante Asti
2/3 Garrafa de Gin
1/2 Garrafa de Vodka
1/2 Garrafa de Rum
1/3 l de Licor Beirão Velho
Açúcar q. b.

Num tacho grande:
Cortar as frutas aos pedaços.
Ir juntando as bebidas, mexendo até incorporar.
Servir e regalar-se!!!

Isto dá cerca de meio litro e um copo a cada um com a miséria de menos de 8,4% de álcool!!!

Vinho de pacote

vinho 001Decerto já ouvisteis falar de pacotes de vinho. Estão imenso na moda, pesam bem menos que o equivalente engarrafado, e conservam-se que é uma beleza no vácuo. Mas isto é outra coisa, näo é pacote de vinho, é vinho de pacote. Tal como os pudins e mousses e gelatinas, é só juntar água a ferver e açúcar. Vinho instantâneo. Ou quase. De onde vem isto? Dos países frios, onde näo há uvas. Quem näo tem cäo caça com gato.

vinho 002Ora bem, vamos cá a ver: cada pacote contém um subpacote com o “material vínico” (composto de bagas silvestres secas, passas de uva, e alguns, tal como este, trazem também raspas de madeira de carvalho), fermento vínico, e demais químicos que se usam na produçäo do vinho (tal como nos países onde há uvas). Maravilha!

vinho 003vinho 007Começa-se por espetar o “material vínico” num recipiente de 30 l, e afinfa-se-lhe com uns 5-10 l de água a ferver para que as frutas secas inchem. Juntam-se-lhe o ácido cítrico.

 

vinho 004vinho 005Vai-se junta-se o açúcar necessário a àgua a ferver para que se dissolva, e deita-se em cima da mistura anterior. Para 23 litros de vinho eles recomendam 4kg de açúcar, mas isto é para ser vinho à homem, logo foram 5kg. Prevêem-se 12% de álcool.

vinho 006vinho 009aOs utensílios de cozinha só se riem… pudera!

Aconselha-se a usar só material de aço inox, para näo ter vinho com sabor, digamos, demasiado complexo. Ou entäo, se quiserem, olha, mexam com a colher de pau dos estufados, para transmitir aromas a especiarias!

vinho 008vinho 009Quando a mistura baixar dos 60oC adicionam-se as enzimas. E sabem como é que as enzimas se reproduzem? É uma enzima da outra.

Vai-se entäo juntando água fria até o mosto perfazer 23 l. Depois esperamos até a temperatura baixar dos 35oC, para näo maltratar o fermento. O fermento é nosso amigo e é um gajo esforçado, transforma água açucarada em licor, näo lhe queremos fazer mal!

vinho 010vinho 011Dissolve-se -se o fermento vínico num catuchinho de água a 35oC, deixa-se inchar por 10 minutos, e entäo junta-se ao mosto.

 

vinho 012vinho 013É hora entäo de tapar o recipiente muito bem tapadinho , meter-lhe o trinco de água, e colocá-lo em sítio abrigado do sol, onde a temperatura esteja ali nos 20-25oC. Se a temperatura estiver constantemente abaixo dos 10oC o fermento adormece e fermenta mais devagar, e se estiver constantemente acima dos 30oC o fermento, pois, morre antes de fermentar o açúcar. É melhor num sítio mais frio que mais quente.

vinho 014vinho 015Sabe-se que tudo correu bem se o trinco de água começar a borbulhar (de emoçäo, meu amor) ao fim de um dia, no máximo. Quando deixar de borbulhar (tipo em 2 semanas), passa-se o vinho, i.e., retira-se o mosto, metendo a parte líquido noutro recipiente. Nesta altura já se sabia que ia sair bom, ao abrir a tampa já cheirava a vinho!

vinho 016vinho 018Para que näo hajam dúvidas, junta-se ao líquido o metabisulfito de potássio para parar qualquer fermentaçäo residual. E volta-se a tapar e selar. Esperam-se 2 dias. De vez em quando pode-se tirar o trinco de água, meter o dedo no buraco (que é sempre divertido) e andar com o recipiente à roda um ror de vezes para expulsar algum excesso de dióxido de carbono.

vinho 019vinho 020É hora entäo de se juntar ao líquido o ácido silícico e 10 minutos depois a quitosana. Isto serve para clarificar o vinho das impurezas que ainda tenha.

 

vinho 021vinho 020aVolta-se a tapar, e espera-se uma semana, pelo menos. Depois disso, está pronto a engarrafar! Sempre com muito cuidado, que o depósito está no fundo do recipiente, e näo queremos a nossa pinga suja!

E pronto, cá está. Vinho quase instantâneo. Inacreditável! Está pronto a beber, mas eles recomendam que se esperem pelo menos 3 meses, para que o vinho desenvolva. Entäo depois logo diremos como ficou!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Portugueses sem cheta

Depósitos em queda: Portugueses retiram 305 milhões aos bancos
Digo eu, é natural, após 2,5 anos de austeridade as contas tem de se pagar na mesma, e o pessoal cada vez mais desempregado näo tem maneira de poupar, antes pelo contrário. Os poucos que tinham algum no banco retiram-no… para despesas correntes!
Mas parece que näo… atentem na explicaçäo alternativa, de fonte idónea, pois claro:

A queda é em parte explicada pela “concorrência” do Estado, queixam-se os bancos. Com a melhoria da remuneração em setembro, os Certificados de Aforro assistiram a um reforço das subscrições (atingiram os 157 milhões de euros) e a uma diminuição dos resgates (58 milhões), dando um saldo mensal de 99 milhões de euros. Em outubro, o Estado lançou ainda os Certificados do Tesouro Poupança Mais, um produto que os bancos alegam ser “concorrente” dos depósitos.

Malandröes do Estado! Toda a gente sabe que o Estado serve é para SAFAR os Bancos da falência, e näo para lhes fazer concorrência! Como se atrevem???

A cryse vai acabar!

Obrigado, povo alemäo!

A Europa susteu a respiraçäo à vista dos resultados preliminares das eleiçöes alemäs…
mas a nojenta ficou a 5 lugares da maioria absoluta.
Toma lá, Merdkel!! O seu partido-bengala FDP lixou-se bem lixado, por 0,2% dos votos fica fora do Bundestag (Parlamento).
Aos fachos envergonhados do AfD faltaram 0,3% dos votos para eleger deputados.

5 lugares. Täo perto e no entanto täo longe.
Vitória de Pirro!

E a Europa respirou… de alívio!
Os Verdes näo a suportam nem com molho de tomate e caril, a Merdkel deve ser o único animal que eles näo querem proteger
À nojenta só resta uma hipótese: um Bloco Central. Mas o SDP já o fez em 2005, e por isso perdeu 11,2 p% na eleiçäo seguinte (dos quais agora só recuperou 2,7p%). Embora como a CDU/CSU também estejam presos ao diktat da alta finança, sabem que seria suicídio político, até porque o SPD ainda tem a maioria no Bundesrat (Senado).
Só com muitas concessöes aceitariam.

Seja como for, boas notícias para o Sul da Europa.

Da contra-intuitividade na economia

Quando se entra numa curva e o carro derrapa, o instinto é travar. Nada mais errado, porque na melhor das hipóteses o carro pára no meio da estrada, sujeitando-se a levar com quem venha de frente ou de trás. Aquando da derrapagem, o que se tem de fazer é tirar o pé do acelerador, contra-brecar, e acelerar.
Os pilotos de avião também aprendem que, entrando em perda de sustentação (stall), sendo que a reacçäo instintiva seria levantar o bico do aparelho, o que devem fazer primeiro é baixar-lhe o bico, diminuindo o ângulo de ataque e aumentando a velocidade; só assim se consegue ganhar controlo para entäo depois levantar o bico ao aparelho.

Com o combate à dívida pública (ainda mais em tempo de recessäo) estamos na mesma: cortar na despesa com salários até parece o ideal para começar o processo de diminuir a dívida pública, mas isso aumenta a dívida pública, ainda mais em tempo de recessäo; além de que cortar nos sectores da segurança social, educação e saúde é o equivalente a subir os impostos às famílias. Ahn? É que sem esse dinheiro na economia existe menos consumo, logo menos emprego, e mais subsídios de desemprego para pagar, logo só por aí aumenta a dívida pública .. além de que com menos consumo também hão menos impostos cobrados (sobre o consumo e sobre os lucros), logo näo se conseguem sequer pagar os juros sobre a dívida pública existente, aumentando-a. É o descalabro.

Derrapagem descontrolada
Gaspar depois de uma derrapagem,
enquanto seguia a caminho do Ministério

A cortar na despesa, que seja nas negociatas das PPPs e nos benefícios fiscais à banca e demais amigos, tipo os da SLN (Galilei), ex-donos do BPN . É que essas ainda näo foram pagas, e mesmo que fossem pagas nada garantiria que fossem investidos na economia real, antes pelo contrário. Isto seria o que faria um Governo realmente interessado em relançar a economia do País e diminuir a dívida pública.

Mas Passos & Gaspar nada entendem de carros, nem de aviões, nem da economia real. Nem estão interessados em relançar a economia portuguesa, nem lhes importa uma piroca que os portugueses estejam a morrer à fome.

Tempos interessantes se aproximam

Nos anos 80 havia uma superpotência chamada URSS, que vinha de uns anos 70 em que parecia que ia ganhar a Guerra Fria.
Mas essa superpotência tinha pés de barro. E quando na outra superpotência chegou ao poder um belicista completamente marado a coisa estoirou.
Essoutra superpotência tinha vindo de uma derrota humilhante no Vietname, mas tinha dinheiro (ver mais à frente como) e precisava de reatar a economia que estava basicamente estagnada. Além disso precisava urgentemente de vingança, vai daí começou a falar em Guerras das Estrelas para aniquilar os “mauzões do Leste”, recomeçando a corrida aos armamentos.
Do outro lado o barro fraquejava sujeito ao peso do sistema. A aventura afegä tornara-se demasiado dispendiosa, e o aparelho militar exigia mais “brinquedos” agora que os rivais também investiam, enquanto os cofres públicos se iam esvaziando e o povo queria mais e mais bens de consumo que näo eram produzidos localmente, e quando a coisa piorou ainda mais, queriam mesmo só comida, que a fome apertava. O povo näo comia nem vestia nem olhava para armas, que era a única coisa que realmente se produzia no país. E a superpotência que parecia eterna apenas 3 anos antes quando celebrou com grande pompa o seu 70.o aniversário desmoronou-se.

Passados 30 anos…
a superpotência vencedora ganhou ela própria pés de barro, afundando-se também numa aventura afegä, e noutra iraquiana. Em 2008 esteve à beira do colapso economico-financeiro, e desde 2011 iniciou uma guerra monetária e cambial contra potências emergentes, porque a sua moeda que era a referência mundial e obrigatória para quem quisesse comprar petróleo (o motor da economia mundial), e que por isso eles podiam gastar o que näo tinham, que para pagar dívidas bastava imprimir mais notas, sem que isso se traduzisse em inflaçäo, arriscava-se a perder o estatuto. Afinal fora por isso que se lançaram ao Iraque e Líbia, que os líderes locais andavam com ideias de vender petróleo por euros ou ouro, por verem que o dólar já näo valia o papel em que era impresso.  Entäo aí o descalabro económico e social seria ainda mais agudo!

A potência emergente mais poderosa caracteriza-se por ter um povo inteligente e sobretudo paciente. E basicamente é dona de metade (ou mais) da dívida pública dessa superpotência em declínio. Ao mesmo tempo näo quer sujar as mäos, que muitas das fábricas instaladas em seu território e os consumidores dos seus produtos säo precisamente dessa superpotência. Mas näo dorme. Acontece que tem um pequeno aliado incómodo para a superpotência (mas inofensivo a nível global) que lhe vai fazendo os fretes. Desde há tempo que esse na prática insignificante aliado ladra alto, que ameaça veementemente o vizinho aliado da superpotência. Mais para forçar esse vizinho a dar-lhe uns cobres a troco de paz, que bem precisa. Esse vizinho tem muito mais a perder com uma guerra: os seus produtos säo de alta tecnologia e de qualidade famosa a nível mundial. Há outro vizinho um pouco mais distante que de vez em quando recebe uns piropos do país insignificante, e que está na mesma situaçäo. Esses dois seräo os maiores perdedores duma guerra, mesmo que a vençam. O insignificante económico perderá apenas… a fome que passa!

Futuro dono dos EUA mostrando aos seus futuros servos o que estes breve terão de enfiar no ânus
Futuro dono dos EUA mostrando aos seus futuros servos o que estes breve terão de enfiar pelo ânus acima

Por outro lado, a superpotência económica aliada desses países ameaçados é também grande consumidora dos seus produtos, e em caso de guerra e consequente reduçäo da capacidade produtiva desses fornecedores até voltaria a ter que produzir esses produtos… no seu próprio território! Isto até nem desagradaria muito a muitos dos seus habitantes, que se debatem com o maior desemprego e sub-emprego da sua História. Mas isso já é ser demasiado maquiavélico! Continuemos a pensar em que ninguém quer uma guerra (no fundo, nem o tal insignificante económico).

Fechando entäo o ciclo deste artigo, isto é apenas uma estratégia para forçar a superpotência a gastar mais dinheiro em actividades näo-produtvas. Se mais nada, o Kim já conseguiu que os EUA gastassem uns fartos milhöes a levar para a zona aviöes e barcos— enquanto em casa andam a cortar necessários (direi mais, fundamentais para a recuperaçäo económica) investimentos e serviços públicos no orçamento. A China está no fim de contas a fazer aos EUA o que estes fizeram à URSS há 30 anos! Com a diferença de que, quando os EUA se desmoronarem economicamente, os chineses seräo os donos dos EUA, em vez dos oligarcas americanos! Α&Ω

Portugal deve mais 2.500 milhões de euros

Tosquia de camelo

Desde ontem o buraco financeiro do Tugal afundou mais 2.500 milhões de euros.
É esta a “grande vitória” do desGoverno.
Tipo ir à lã e sair tosquiado.
Neste caso foi o camelo do Gaspar a ser tosquiado pelos gajos da Troyka. Olha a mãozinha do Selassié!

Tosquia do contribuinte tuga

Amanhã continuará a tosquia das ovelhas tugas pelo Ministério das Finanças.
Haja vinho para distrair o rebanho!

Galinha Vaporizada

  • 1 Galinha
  • 1 Cebola
  • 1 Pimento Verde
  • 1 Cenoura
  • 1 Beringela
  • 0,5 Kg de Arroz Carolino
  • Vinho Branco

Em uma Panela de Pressão, vai-se metendo à vez, até frigir medianamente (ou então sai tudo queimado, né?) a cebola às tiras, o pimento às tiras, a cenoura às rodelas e a beringela aos cubos.
Quanto a mistura estiver bem estufada, junta-se a galinha aos bocados, espeta-se um copo de bom branco velho lá para dentro (e outro ao bucho!J), fecha-se e deixa-se em lume brando até começar a apitar, tendo o cuidado de, de quando em vez, andar com a panela à roda (entenda-se a panela de pressão… com a outra, cada um qual é livre de fazer o que quiser com a sua).
Quando a galinha estiver no ponto (uma bela meia hora), retira-se, retiram-se os legumes à parte, junta-se o arroz ao belo caldo formado, mais um pouco de água, volta-se a fechar e de cinco a dez minutos depois retirar do lume.
Juntar os legumes ao arroz e servir imediatamente.
Para acompanhar um tinto maduro à temperatura ambiente.

Dinheiro queimado

Troços de AE com TMD > 10.000 veículos (2010)Esta era a situação do tráfego nas AEs portuguesas em 2010, i.e. antes das troykalhadas (fonte: INIR):
O INIR declarava que 40% das AEs tinham tráfego médio diário abaixo dos 10.000 veículos, que por mero acaso é o critério internacional para criar uma AE.
Aliás, suspeito que a situaçäo fosse a mesma já em 2008. A lista inclui A6, A7, A10, A11, A13, A14, A15, A17, A19, A21, A24, A27, A32, A43.
40% antes da cryse.
Daí para cá a situaçäo só piorou, claro, mas näo tanto como seria de esperar. As diferenças säo:
– As A11, A17, A27, que no global já tinham TMD abaixo dos 10.000 carros, deixaram de ter qualquer troço com TMD acima dos 10.000 carros
– A A22 passou a ter TMD global abaixo dos 10.000 carros, superando-o apenas a Leste de Loulé (antes era só a Oeste de Lagos)
– A A23 passou a ter TMD global abaixo dos 10.000 carros, superando-o apenas a Leste de Abrantes
Até aqui já säo 50%… mas há mais, “para além da troyka”:
– A A41 continua globalmente acima do limite, por via dos troços onde já o tinha, mas os 39km do prolongamento feitos pós-2008 têm TMD de apenas 4.000 carros (!!!)
– A A25 já caiu até ao limite, mas abaixo dele já a Leste de Vouzela (antes era só a Leste da Guarda)
E com isto chegamos a 60%…
Neste momento (fim de 2012) já mais de 1.500km, ou 60%, dos 2.500km de AEs de Portugal estäo às moscas, mas que se têm de pagar.

Chamo a atençäo que estes cálculos ainda näo incluem os 135km da AE Transmontana, que abrirá totalmente só em 2013, ou os 35km do Túnel do Marão, qualquer um deles com TMD esperada muito abaixo dos 10.000 veículos. Nem o troço da A2 onde o TMD caiu abaixo do limite, a Sul de Grândola.

Lembrem-se
– 40% dos total de km de AEs estavam vazios já antes da troyka, na altura quase 1.000km
– 41% das PPP foram para a construção de AEs, muitas delas que já se sabia à partida näo terem tráfego que as justificasse
– mesmo em tempo de cryse declarada e intervençäo da troyka continuaram a construçäo de AEs cujo tráfego actual näo justifica que o sejam.

  • inclui-se aqui “o buraco do túnel do Marão – túnel que, correspondendo a 5,6 quilómetros de auto-estrada, tinha um custo inicialmente estimado de 350 milhões de euros, isto é, de 62,5 milhões de euros por quilómetro de auto-estrada. Só.” Já lhe juntaram mais de 263,5 milhões de euros.

– 75% das viagens dos portugueses estäo abaixo dos 50km:

  • Tempo para uma viagem de 50km a 90km/h = 33 minutos.
  • Tempo para uma viagem de 50km a 120km/h = 25 minutos
  • no máximo dos máximos ganham-se 8 minutos em 50km
  • Custo de construçäo de uma estrada decente < 50% do custo de construçäo de uma AE, por isso nos países civilizados o critério é o TMD > 10.000. Ninguém consegue justificar pagar o dobro ou mais para ganhar menos de 10 minutos numa viagem. Só neste país.

Por exemplo na rica Finlândia só existem AEs ou similares (pelo menos 2×2 faixas) entre Helsinquia e Turku (1.a e 2.a cidades), Helsínquia e Tampere (1.a e 3.a cidades), Helsínquia e Lahti (1.a e 4.a cidades), e 2 circulares (e meia) na regiäo de Helsínquia.
Em Portugal qualquer pardieiro tem uma AE. Assim, näo admira que näo haja dinheiro para a Educaçäo, Segurança Social, Cultura, nada. Enquanto isso mesmo com queda do PIB em 2009 de 9% em 2009 a Finlândia mantém a rata de AAA.
Bem dizem que “com papas e bolos se enganam tolos”, ou no caso “com popós e AEs se enganam tugas”. Agora… PAGA, ZÉ! E näo bufes…

Arrozada do campo

1 chouriço negro ou de carne
1 farinheira
1/2 couve média
3 cenouras médias
300g de arroz carolino
200g de feijão encarnado

Deitar o chouriço cortado ao meio (pela curva) em água fria, juntando as couves como mais aprouver: se for couve branca, cortada em 4 ou 8 (consegue-se com 3 cortes, sabiam?); se for coraçäo-de-boi ou portuguesa, deitar as folhas separadas.
Quando as couves estiverem cozidas, retirá-las e reservá-las. Juntar o feijäo ao caldo achouriçado e deixar cozer, sem deixar que o feijäo se desfaça–se for de lata é só deixar ferver e já está.
Cortar a farinheira crua a meio (também pela curva), deitar meia farinheira em água fria, juntando as cenouras cortadas ao alto. Quando começar a ferver, juntar o arroz. Deixar cozer até o arroz estar no ponto, que entretanto o feijäo também já deve estar cozido.

Servir as couves com rodelas de chouriço por cima, a cenoura misturada com o feijäo, e o arroz afarinheirado por si só.
Acompanhar com um tinto maduro mais para o novo.