XXX

O implacável Tsunami apanhava tudo e todos.
Alcançou-me.
Impotente contra o desvario de detritos mutilados que ocultavam a superfície e a esperança de poder voltar a respirar, via e sentia a gélida escuridão hidrica envolver-me.
Esvaí-me…



Acordei pouco a pouco e a senhora estava ao meu lado. Olhei para ela e ela olhou para mim.
Senti-me esquisito, cheio e aflito. “Tenho de ir à casa de banho” pensei.
Tentei levantar-me. A senhora olhou para mim e fez “hmmm, hmmm…” Tentei outra vez e cambaleei de encontro a um mural. Atrás de mim “hmmm, hmmm….”.
Várias coisas naquele mural. Letras exóticas, línguas familiares. Anúncios e um calendário: 319! era o ano.
Mas estava no ano 2319???!
Fui avassalado pelo espanto, pela curiosidade, pela surpresa de ser tudo tão tranquilo e pela dúvida “Mas onde estão todos os meus?”.
E acordei.



Ainda mal refeito, voltei ao dia de hoje.
A sensação de ter estado lá era tão real, tão palpável.
E a certeza de que o ano era mesmo 319, mas o planeta era outro.

Notícias da Grécia

Nos merdia andam escassas as notícias sobre a Grécia.
Uma amiga minha voltou de lá (onde foi em trabalho e não de férias, ouviste Oh Macedo!??) e relatou-me:
Há fome! Os ordenados dos assistentes univesitários estão em atraso e há colegas que já não sabem o que fazer para alimentar os filhos.”

VIva a austeridade da senhora anafada com o casaco justo!
Arbeit macht frei

Agiota?? EU?!!  Por ir buscar a Um e emprestar a Cinco?

A Alemanha fora do EURO, já.

A Alemanha está-se nas tintas.
A Alemanha usou o Euro para estiolar as outras economias.
A Alemanha usa o Euro para re-emprestar aos outros o que os força a pedir.
A Alemanha está a ter comportamento de AGIOTA!!

Não queremos agiotas na nossa casa!
ALEMANHA FORA!!!
BUUU!!!

Pelo futuro dos nossos filhos!

Desemprego Jovem na UE
Evolução do desemprego Jovem na UE

Ana

Uma vez, quando vim da Índia, fui parar à Alemanha.
Naquele tempo, como de costume, os alemães praticavam a caça às bruxas e similares. Os judeus estavam na linha de mira. Tristes mentalidades.
Mas eu vi-me em perigo, em grave perigo, porque o gordo estúpido arrebentou com o meu estaminé de cartomante e obrigou-me a interrogar judeus. Tudo e todos podiam ser denunciados como bruxas, perdão, judeus. Tristes mentalidades.

O homem estava à minha frente. Franzino, estiolado pelos maus tratos. Mas intelectualmente brilhante.
E disse-me:
“Pensam que são superiores mas não sabem calcular a probabilidade de, num casal com duas crianças, serem ambas meninas se uma das crianças o for e se chamar Ana.”
Sobrevivi àqueles anos, e acho que o homem também, embora nunca mais o tenha visto.

Muitos anos depois descobri qe o enigma da Ana é bastante subtil.
Mantendo os pressupostos, o valor de:
“Qual a probabilidade de, num casal com duas crianças, serem ambas meninas se uma das crianças o for e se chamar Ana.”
é diferente de:
“Qual a probabilidade de, num casal com duas crianças, serem as ambas meninas se uma das crianças o for.”

Aprendi que não sabia nada de probabilidades, e que não se pode confiar nos (dirigentes?) alemães.

Cabrões

Vão lá receber o RSI prá puta que os pariu!
– – –
Homem assassinado à queima-roupa, em Lisboa, depois de se ter queixado do barulho dos vizinhos.

O “Jornal de Notícias” escreve que um homem de 59 anos foi atingido nas costas, anteontem à noite, na Avenida Mouzinho de Albuquerque, em Lisboa, quando acabava de sair do prédio onde morava. A sua morte parecia estar anunciada, uam vez que, no passado dia 21 de maio, tanto a vítima como a mulher já tinham sido atacados a tiro e facada pelos mesmos vizinhos (uma família de etnia cigana) e pelas mesmas razões, tendo de receber tratamento hospitalar.

Alexandre Ordonhas, que vivía num andar contíguo a um dos habitados pela família então agressora, tinha feito queixa à PSP devido ao barulho constante, já depois de lhes ter dito que trabalhava por turnos e precisava de dormir. Na altura a PSP interveio e os moradores contaram que uma mulher da mesma família ameaçou Alexandre de morte. Um dos agressores, de 30 anos, filho do indivíduo que agora é suspeito da prática do crime, acabou por fugir, estando em parte incerta desde então. E o mesmo acontece agora com o pai.

O agressor foi visto por populares a puxar da arma e a balear Alexandre pelas costas com três tiros que o atingiram nas pernas, a vítmia arrastou-se até à estrada mas não se conseguiu afastar mais de seis metros, tendo sido baleado novamente, desta vez com dois tiros que o mataram.

Tordesilhas

O que é que aconteceu ao tratado de Tordesilhas?
Depois do Papa ter dividido os oceanos, os protestantes, liderados pela argumentação de um certo Hugo Grotius recusaram-se a cumprir um tal édito, que segundo eles, provinha de um autocrata sem mérito algum.
Os argumentos dele defendiam que os mares não deviam pertencer a ninguém, sendo antes abertos para o comércio internacional poder ser livre.
Basicamente serviam para defender a pirataria holandesa contra os portugueses no extremo oriente.
E assim nós nos aruinávamos e eles enriqueciam.

Estes argumentos estão na base do actual direito maritimo internacional.
Dá que pensar…
– – – – – – – –

Ai de nós senão temos os meios para defender a nossa ZEE.

Daqui a pouco, virão dizer que temos de a “privatizar”, para saldar a dívida…

A estupidez mata mais que o cancro!

14 de Janeiro de 1659.
A hora da verdade.
D. João IV falecera. O novo rei ainda era muito jovem e era a mãe que regia.
A Espanha, a poderosa Espanha, na altura o maior império mundial, acabava de dizimar a revolta catalã. Voltava-se agora para Portugal.
Um exército formidável apanhou Monção e avançava pelo Minho.
Um outro, maior ainda, avançava para Lisboa e cercou Elvas.
Contruiram 12 fortins e uma trincheira-vala que rodeava a cidade.

Assim que Elvas caísse, era um passeio até Lisboa. Já não havia nada que pudesse deter aquela horda.
“The situation is dire, sir”, assegurou o embaixador inglês no seu relatório para Londres.

O plano português foi concentrar forças e libertar Elvas. Depois Monção.
Foram buscar todos, todos, todos, até à Madeira e outros territórios, tudo e mais alguma coisa. E rapidamente e em força concentram-se em Estremoz.

Mas não chegava. Eram poucos e o inverno desenrolava-se em pleno.
Não se ataca no Inverno. Ponto final.
Também não se ataca a não ser que superioridade de forças seja de 3 para um. Ponto final. Parágrafo.

Mas Elvas tinha de ser socorrida. Na primavera os espanhóis seriam reforçados e seriam o dobro ou mais.
Tinha de ser agora, antes de eles receberem reforços.
Por outro lado, o nevoeiro matinal iria permitir supresa no ataque e impedir a artilharia deles de apontar.

Ataque-se pois! Contra tudo e todos e ao invés do que vem nos livros.
Poque é que esta decisão foi tomada assim? Porque o comandante era um Comandante e não um burrocrata!

Na véspera, ao tombar o sol, chega a tropa exausta ao arrebaldes de Elvas e defronta-se com um forte espanhol, o nº 4. O cenário dantesco abate-se sobre eles em toda a sua plenitude.
Como atacar, se somos menos do que eles?
Como atacar, se eles já estão fortificados e à nossa espera?

O comando português manda disparar uma peça para informar Elvas que tinham chegado. Os defensores respondem com outro tiro.

E agora?

Era preciso fazer qq coisa, qq coisa que activasse a estupidez castelhana. Então o Comandante escreve uma missiva ao comandante espanhol e despacha-a por um mensageiro de bandeira branca.
A missiva espanhola foi recebida com um rating de triplo-A. Mais exactamente “Ah Ah Ah”. Consta que era mais ou menos assim: “Venho libertar Elvas. Renda-se de imediato, para evitar um banho de sangue. Se não se render já, amanhã de madrugada atacamos o vosso fortim nº 4, esmagamos toda a resistência, desbaratamos o vosso exército, libertamos Elvas e V. Exa. será responsável por todas essas mortes inglórias”.

Depois do “Ah Ah Ah” veio o “Mas este gajo é maluco”. “Estes tugas são todos malucos” “Eles vão fazer qq coisa” “Ah pois vão, e de certeza de que não é no nº 4”. “Reforcem-se mas é os outros fortes junto ao 4, com tropas do 4 esta noite e com tropas dos outros a partir de amanhã”. E assim foi.

O comando português, atento, viu as saídas noturnas de tropa.
E de manhã, aquando da alba cheia de nevoeiro, atacou!

Atacou o forte nº 4!

O resto é história! Absolutamente inacreditável!
Ainda hoje somos Tugas!

Batalha das Linhas de Elvas
Sinopse da batalha das Linhas de Elvas

Mas o que é isto?

Então não é que o bimbo convencido e arrogante, que não tem outro nome, do funcionário burrocrata que preside ao BC da Alemanha veio a público criticar abertamente as decisões emanadas do exercício directo da democracia pela população de uma das grandes potências europeias?

Tá tudo doido? Estes neo-convencidos julgam-se o quê?
E que querem eles? Querem que a guerra volte a grassar na Europa?
A economia é para desenvolver as populações usando os bancos, não é para estiolar as populaçãoes engordando os bancos.

Ou é apenas mais um capítulo nesta estupidez burrocrática de pensarem que mandam mais que a Democracia?
Ele fala assim porque está de barriga cheia e é um incapaz de entender algo que não possa ser colocado nas colunas do deve e do haver. É intelectualmente limitado, inadapatado à evolução do posto de trabaho, já não se pode fazer nada com ele a não ser despedi-lo.

Despeçam-no já e ponham-no a subsídio de desemprego pela bitola do ordenado mínimo, para ele ver o que é bom.

Por este caminho, em 2025 como estará a Alemanha?
Falida e fora do Euro, não me admirava nada.

Se calhar mais cedo ainda.

Foi assim que Hitler subiu ao poder.

Equidade fiscal

Os que têm mais que paguem mais …

Mas de que modo?
Na mesma percentagem, ou subindo também a percentagem?
É que subindo também a percentagem é um caso de TopPorco, do piorio!!

Vejamos porquê:
A treta da equidade fiscal

Era uma vez dez amigos que se reuniam todos os dias numa cervejaria
para beber e a factura era sempre de 100 euros. Solidários, e
aplicando a teoria da equidade fiscal, resolveram o seguinte:

– os quatro amigos mais pobres não pagariam nada;
– o quinto pagaria 1 euro;
– o sexto pagaria 3;
– o sétimo pagaria 7;
– o oitavo pagaria 12;
– o nono pagaria 18;
– e o décimo, o mais rico, pagaria 59 euros.

Satisfeitos, continuaram a juntar-se e a beber, até ao dia em que o
dono da cervejaria, atendendo à fidelidade dos clientes, resolveu
fazer-lhes um desconto de 20 euros, reduzindo assim a factura para 80
euros.

Como dividir os 20 euros por todos?

Decidiram então continuar com a teoria da equidade fiscal, dividindo
os 20 euros igualmente pelos 6 que pagavam, cabendo 3,33 euros a cada
um. Depressa verificaram que o quinto e sexto amigos ainda receberiam
para beber.
Gerada alguma discussão, o dono da cervejaria propôs a seguinte
modalidade que começou por ser aceite:
– os cinco amigos mais pobres não pagariam nada;
– o sexto pagaria 2 euros, em vez de 3, poupança de 33%;
– o sétimo pagaria 5, em vez de 7, poupança de 28%;
– o oitavo pagaria 9, em vez de 12, poupança de 25%;
– o nono pagaria 15 euros, em vez de 18.
– o décimo, o mais rico, pagaria 49 euros, em vez de 59 euros, poupança de 16%.
Cada um dos seis ficava melhor do que antes e continuaram a beber.

No entanto, à saída da cervejaria, apareceu um deputado de uma certa “esquerda” que lhes pediu para
começarem a comparar as poupanças.
-Eu apenas poupei 1 euro, disse o sexto amigo, enquanto tu, apontando
para o décimo, poupaste 10!… Não é justo que tenhas poupado 10 vezes
mais… És rico e eu não sou.
– E eu apenas poupei 2 euros, disse o sétimo amigo, enquanto tu,
apontando para o décimo, poupaste 10!…Não é justo que tenhas poupado
5 vezes mais!…
E os 9 em uníssono gritaram que praticamente nada pouparam com o
desconto do dono da cervejaria. “Deixámo-nos explorar pelo sistema e o
sistema explora os pobres”, disseram.

E rodearam o amigo rico e acusaram-no de os explorar.
Destroçado pelo disparate, deixou de ser amigo deles e afastou-se.

No dia seguinte, o ex-amigo rico não
compareceu, deixando os nove amigos a beber a dose do costume. Mas
quando chegou a altura do pagamento, verificaram que só tinham 31
euros, que não dava sequer para pagar metade da factura!… Aí está o
sistema de impostos e a equidade fiscal.

Deixaram de ser amigos, de beber, a cervejaria fechou e o número de desempregados aumentou.
– – –
SOCORRO!
Alguém me explica o que é isso da “equidade fiscal”?

O deputado apareceu de novo e disse: Se não foi o rico que os explorou, foi o pai dele, pelo que foi feita justiça!
– – –

Faz-me lembrar a história do lobo e do cordeiro.
Foi mais ou menos isso que o lobo disso como desculpa…

Arbeit macht frei

Estamos a caminho do extermínio colectivo.
É pior que um caso de Top Porco.
Muito pior.
Sob o slogan moralista de que a austeridade é necessária, a criptosoviética saloia prussiana conduz os incautos para os campos de concentração económicos onde o extermínio já está a ter lugar.

O que está a acontecer à nossa população?
Porque é que não nos reproduzimos?

Porque é que os jovens que atingem a idade adulta não têm perspectivas de futuro, de vida, de construção de família?

Se houve asneiras no passado, que os responsáveis não fiquem impunes.
Punir as gerações futuras é ESTÚPIDO!

Ou então é prussianamente maquiavélico!
— –
Arbeit macht frei!!
“O trabalho liberta”
Slogan Nazi que titulava a entrada de locais tristemente célebres como Dachau e Auschwitz-Birkenau

Ouro

Ao longo dos anos tenho ouvido muitos pregoeiros da utilidade.
Que o ensino deve ser útil.
Que uma pessoa deve ser útil à sociedade.
Que os lucros são úteis.

Pois a eles quero dizer que úteis são as vacas.
Servem para comer, para vestir e calçar (couro) e sei lá mais para quê.

Para que serve o Ouro?
Serve para comer?
Não!

Serve para vestir?
Não!

Serve para calçar?
Não?

Mas o Ouro tem valor! Olá se tem.

– – –
Na vida devemos procurar valorizarmo-nos, em lugar de ser úteis.

Úteis são os escravos.
Os homens de valor são livres.